segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Sobre o disco Tudo que eu sempre sonhei.
Tudo que eu sempre sonhei foi o último CD da banda paulista Pullovers e pode ser baixado de graça em seu site. Antes dele todas as músicas eram em inglês. Admito que conheço muito pouco as canções anteriores a esse álbum. A primeira faixa é homônima ao título, e na minha opinião a melhor, abre com a voz do vocalista Luiz Venâncio e o Cello, entram uns arpejos de guitarra seguidos por bateria e baixo e teclados. Após isso entra o violão. O cello no refrão tem uma melodia linda. Tem uma letra brilhante que fala sobre o processo de se tornar um adulto, da idealização do futuro e de frustrações. Tem um arranjo interessante e dinâmica crescente. Já postei um vídeo dela aqui.
A segunda faixa é "O amor verdadeiro não tem vista para o mar". Uma baladinha mais calma e bem melosa, a letra não me agrada muito. Fala sobre a ausênica de praias em São Paulo, o que contrasta com a realidade passada pela maioria das novelas brasileiras. Pelo título já dá pra entender a idéia passada pela música.
1932(C.P.) foi a música do compacto lançado por eles antes deste disco. É bem bonitinha, alegre e fofa. Fala sobre um romance entre um paulista e uma carioca. A parte instrumental é ótima e a letra não fica muito atrás. Entra facilmente nas 5 melhores da obra.
Marines é um nome e não os "Marines", é sobre uma jovem trabalhadora de 23 anos da Zona Leste paulistana, que gasta metade do salário no curso de inglês e na faculdade de contabilidade. Essa história tem um final trágico. Destaque para o teclado com um timbre semelhante ao do xilofone.
Lição de casa é uma de minhas preferidas. A letra é ótima, sobre um paulista de férias de verão e sua paixão por uma carioca. A guitarra tem uma batida que empolga e um solo quase no final. Gostei tanto dela que até procurei a cifra para tocar no violão.
A sexta música "Quem me dera houvesse trem" começa bem calma e cadenciada. Como o título diz fala do desejo do eu-lírico de poder ir de trem para que a sua viagem dure mais e os efeitos psicológicos que isso teria sobre ele. O final da música é lindo, talvez seja o melhor do disco.
"Marcelo ou eu traí o rock" tem uma letra boa que versa sobre os planos que se faz para a vida inteira, as besteiras que se faz para chamar atenção, a fuga do clichê, o ar blasé. Destaque para a guitarra. O arranjo é bom assim como o final.
"Futebol de óculos" fala obviamente sobre futebol usando algumas figuras de linguagem para denotar qualidades de um bom jogador, e homenageia jogadores do esporte e que usavam óculos "na alma". É bem animada, com um ritmo bom. O refrão é razoável.
A nona faixa não é uma música propriamente dita mas um trecho de 15 segundos de um ensaio da banda. É seguida por "O que dará o salgueiro". Calma, talvez com o arranjo mais brasileiro do disco. Brinca com nomes de árvores e seus frutos, "nó cego na nogueira" é um exemplo. Tem um solo legalzinho mas no todo, para mim, não fede nem cheira.
"Semana" está entre as melhores, boa letra, ritmo animado e é sobre uma semana de paixão e a incerteza se esse estado de coisas vai durar. Um bom punhado de "pá pararará" na letra o que é até legal.
A penúltima "Todas as canções são de amor" é sobre a onipresença do amor na cultura e no imaginário da sociedade atual, sobre a saudade, e a tentativa de se proteger de coração-partido. A batida do violão é boa bem acompanhada por cello e arpejos de guitarra. O refrão é simplesmente lindo. Gostei muito da harmonia da música.
Os Pullovers fecham o disco com "Tchau" que é sobre despedidas. Para mim é irritante e está entre as piores.
A segunda faixa é "O amor verdadeiro não tem vista para o mar". Uma baladinha mais calma e bem melosa, a letra não me agrada muito. Fala sobre a ausênica de praias em São Paulo, o que contrasta com a realidade passada pela maioria das novelas brasileiras. Pelo título já dá pra entender a idéia passada pela música.
1932(C.P.) foi a música do compacto lançado por eles antes deste disco. É bem bonitinha, alegre e fofa. Fala sobre um romance entre um paulista e uma carioca. A parte instrumental é ótima e a letra não fica muito atrás. Entra facilmente nas 5 melhores da obra.
Marines é um nome e não os "Marines", é sobre uma jovem trabalhadora de 23 anos da Zona Leste paulistana, que gasta metade do salário no curso de inglês e na faculdade de contabilidade. Essa história tem um final trágico. Destaque para o teclado com um timbre semelhante ao do xilofone.
Lição de casa é uma de minhas preferidas. A letra é ótima, sobre um paulista de férias de verão e sua paixão por uma carioca. A guitarra tem uma batida que empolga e um solo quase no final. Gostei tanto dela que até procurei a cifra para tocar no violão.
A sexta música "Quem me dera houvesse trem" começa bem calma e cadenciada. Como o título diz fala do desejo do eu-lírico de poder ir de trem para que a sua viagem dure mais e os efeitos psicológicos que isso teria sobre ele. O final da música é lindo, talvez seja o melhor do disco.
"Marcelo ou eu traí o rock" tem uma letra boa que versa sobre os planos que se faz para a vida inteira, as besteiras que se faz para chamar atenção, a fuga do clichê, o ar blasé. Destaque para a guitarra. O arranjo é bom assim como o final.
"Futebol de óculos" fala obviamente sobre futebol usando algumas figuras de linguagem para denotar qualidades de um bom jogador, e homenageia jogadores do esporte e que usavam óculos "na alma". É bem animada, com um ritmo bom. O refrão é razoável.
A nona faixa não é uma música propriamente dita mas um trecho de 15 segundos de um ensaio da banda. É seguida por "O que dará o salgueiro". Calma, talvez com o arranjo mais brasileiro do disco. Brinca com nomes de árvores e seus frutos, "nó cego na nogueira" é um exemplo. Tem um solo legalzinho mas no todo, para mim, não fede nem cheira.
"Semana" está entre as melhores, boa letra, ritmo animado e é sobre uma semana de paixão e a incerteza se esse estado de coisas vai durar. Um bom punhado de "pá pararará" na letra o que é até legal.
Os Pullovers fecham o disco com "Tchau" que é sobre despedidas. Para mim é irritante e está entre as piores.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Documentário - Por que a beleza importa
Esse documentário fala sobre a importância da beleza e a direção que a arte tomou no começo do século XX. Recomendo que o assistam.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Alguns discos
Só passei aqui pra recomendar alguns discos que conheci esse ano e gostei bastante. Vou listando-os conforme lembro deles.
1. Pullovers - Tudo que eu sempre sonhei
2. Pearl Jam - Ten
3. Foo Fighters - Wasting Light
4. Mombojó - Nadadenovo
5. Van der Graaf generator - A Grounding in Numbers
6. Explosions in the Sky - Take Care, Take Care, Take Care
7. Pelican - Australasia
Menção Honrosa: Radiohead - Hail to the Thief(já tinha baixado e até ouvido mas não lembrava quão foda esse CD era.)
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Análise do clipe do Funk "MC GRINGO - MONSTRO DJ"
No começo da música ouvimos uma voz sensual chamando pelo MC Gringo, que em seguida começa a cantar a canção.
(Ai, gringo!)Monstro DJ(x4)
Aqui temos a memorável primeira estrofe dessa obra prima do funk carioca. Gringo começa descrevendo a aparência de Monstro DJ, e a grande atração que as mulheres sentem pelo monstro. Nela podemos encontrar até inversões da ordem canônica das frases, numa clara referência ao parnasianismo que também influenciou o Hino Nacional Brasileiro. Gringo se refere ao miami bass, ritmo precursor do funk carioca, fala sobre a loucura de monstro dj, em inflês, talvez por conta de se chamar mc gringo, decidiu usar esse idioma.
Tanto no clipe quanto na música encontramos várias referências a símbolos nacionais. Desde a bandeira brasileira no fundo do clipe em algumas seções, às cores de monstro dj(azul e verde, com boca amarela no clipe), passando pelo tamborim tocado por MC Gringo, instrumento utilizado no samba, famoso ritimo da terra tupiniquim. Fala sobre o interesse de monstro DJ no funk e em seu comprometimento com o Brasil, em seguida declara quatro vezes o seu comprometimento com monstro dj.
"Azul e verde, a mulherada se perdecom monstro dj eu já fecheiele toca miami bass monstro dj é muito crazyno funk ele se amarroucom o brasil ele fechouEu fechei com monstro dj!(x4)"
Aqui temos uma ponte na qual ouvimos uma voz mais grave repetindo a palavra funk, que acredito ser a voz de monstro dj, e também mc gringo sussurrando algo que pode ser funk ou "fuck", que significa foder em inglês, em outra possível referência ao estrangeirismo de MC Gringo.
funk funk funk funk funk funk funk funk funk
Na segunda estrofe encontramos mais referências à loucura de monstro dj e seu extensivo conhecimento do funk carioca. O terceiro verso, acredito que nunca vou entender direito sequer o que se diz nele.
"O monstro dj é muito doidão
sabe mesmo tudo do nosso pancadão
puxa monte mix monstro dj"
funk funk funk funk funk funk funk funk funk
Aqui Gringo canta que se a mixagem for boa o suficiente, Monstro DJ aceita o tamborzão, que é o tradicional atabaque de macumba presente na esmagadora maioria dos funks cariocas. Canta também novamente 4 vezes o principal verso da música.
Na mixagem perfeita, tamborzão ele aceitaEu fechei com monstro dj!(x4)
Desde o começo do clipe, monstro DJ tem um exemplar do tabloide carioca "Meia-Hora" em sua boca. Ele é conhecido por suas manchetes brilhantes e por sua seção "gata da Hora" que exibe mulheres com corpo avantajado em trajes provocantes. Ao seu lado durante o clipe encontram-se uma dançarina com uma camiseta do próprio jornal, e o próprio MC gringo. Nessa parte do clipe vemos a dançarina, que representa a gata da hora, roçando seu quadril na pélvis de monstro DJ, que em contra partida acaricia seu corpo enquanto responde a pergunta de MC Gringo, utilizando a onomatopéia "nham" que denota o gosto bom que teria a Gata da Hora.
"Que que tu gosta de comer, monstro DJ?Que que tu gosta de comer?Ga-ga-ga-ga-gata da horaGata da horaNham nham nham nham nham nham, quero comer(x2)"
As sirenes abrem alternativa para várias interpretações. Monstro DJ, por se tratar de um monstro, poderia ter comido a gata da hora no sentido literal ou no figurado. Se alguém testemunhasse a primeira alternativa, não hesitaria em ligar para a polícia. Na 2a alternativa, se não fosse consensual, teria ocorrido um estupro, o que também justificaria uma ligação para a polícia. No último verso gringo afirma novamente que fechou, o que pode significar seu comprometimento com Monstro DJ e, conseqüentemente com o Brasil ou simplesmente que terminou seu funk que o fechou.
"(sirenes)Eu fechei!"
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A Hesitação
Menina bonita que tá no banco do ônibus
quando subi, paguei e te vi, pensei por um instante em sentar do teu lado.
Menina bonita que tá no banco do ônibus
após esse dia tão cansativo é bom ver alguém tão bonito quanto a
Menina bonita que tá no banco do ônibus
eu prefiro mil vezes sentar do seu lado do que ao lado da velha do outro lado.
Menina bonita que tá no banco do ônibus
pelo menos você é bonita e simples, não é que nem aquela hipsterzinha lá do lado de fora.
Menina bonita que tá no banco do ônibus
eu devia ter sentado junto de ti. Por que eu não o fiz?
Menina bonita que tá no banco do ônibus.
Por que eu resolvi sentar aqui, atrás do banco amarelo preferencial?
Por que eu resolvi ficar aqui, olhando pela janela, o lixeiro jogando o lixo no caminhão verde.
O restaurante de comida rápida fechando. As crianças-de-rua brincando.
Menina bonita que tá no banco do ônibus
Como foi seu dia?
Menina bonita que tá no banco do ônibus
Você é tão sensual quanto aqueles comerciais de perfume feminino
Menina bonita que tá no banco de ônibus
quando eu levantei e a cordinha puxei e fui andando
pra ti olhei e você não retribuiu.
Menina bonita que tá no banco de ônibus
foi bom nao te conhecer.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Baú
Só vim deixar esse vídeo aqui. É um clipe não oficial de uma música do primeiro CD do Mombojó, o Nadadenovo. O CD inteiro é ótimo, vale a pena conferir.
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