sábado, 12 de março de 2011

Textos rápidos


Outro dia veio um pessoal aqui em casa. Estavamos em um bloco mais ou menos perto daqui. Alguns estavam mais ou menos altos, fizeram algumas besteirinhas no ônibus, vindo pra minha casa, faz parte do carnaval. Chegamos, levei o som que uso no meu computador pra sala, com o passar do tempo conseguimos botar alguns mp3 para tocar. Alguns ficaram jogando SSBM, também. O problema é que um dos controles é uma bosta, deve ter uns 10 anos já. Fica meio injusto, infelizmente.

Conseguiram achar uns vinhos que eu nem lembrava que tinham aqui, e um tempo depois um cara teve a idéia genial de tomar vinho naquelas conchas. Nada de outro mundo.


Até que foi divertido, conversamos, tocaram violão, alguns fizeram umas pederastias etílicas, fizemos uns miojos. Um sujeito decente até ajudou com a louça. Tocou música legal. Acharam uma música bem vergonhosa no meu mp3. O ruim de quando acontece isso é que não faz diferença se você dá uma explicação razoável, sempre vai pairar uma dúvida sobre seu gosto. (Consegui botar balkan beats, pena que não conheciam nada além de Gogol Bordello).

Não que isso faça muita diferença. Festinha normal. Acho.

Como já devo postado aqui, tenho treinado rugby tem uns 2 meses. Ainda falta conhecer o esporte propriamente dito. Não assisti a muitos jogos. Estou devendo uma provinha sobre as regras pro time. Trocando em miúdos, pra quem se interessar ou tiver curiosidade, esse fim de semana vão transmitir 3 jogos do 6 Nations na TV a cabo(ESPN internacional). É um campeonato com 6 seleções da Europa, se não me engano as com mais tradição.

____________________________________________________________________

Tenho tentado gravar uns vídeos e uns áudios aqui, o problema é ter tempo de editar. Conforme for boto aqui. Talvez poste algumas fotos dos jogos do meu time, mais pra frente. Se não for aqui boto no flickr que disponibilizarei mais tarde.

--------------------------------------------

Devo postar algo aqui semana que vem.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Café.

“Na verdade, é tudo uma questão de remontar os componentes na ordem correta…” – Doutor Jonathan Osterman/Dr. Manhattan - Watchmen


Naquele quebra-cabeças que chamam de cubo mágico, tudo flui como uma onda. Suave. Ele conhece aquilo, aquela coisa. O cubo pode estar de qualquer forma. Ele sabe como resolver. Perdeu a conta de quantas vezes já fez aquilo. Por algum tempo ele treinou, era seu hobbie. Ele sequer pensa nas letras, os movimentos ocorrem com um simples impulso nervoso. Ele brinca, improvissa, erra volta atrás, e finalmente termina. Embaralha e começa tudo novamente. E em seu aparelho que toca música, baixada da internet, escuta alguma canção de outro continente, não tem a menor idéia do que significa aquela letra no idioma que ele nem sabe qual é. Mas aquilo agrada a seus ouvidos.

Jonas se lembra de um vídeo de comédia dos anos 90 que viu na internet. “Welcome to Rio!” Dizia o personagem, vestido como aqueles policiais dos seriados americanos dos anos 80. Lembra-se de um livro que quase terminou de ler sobre códigos, anos atrás. Falava da Enigma dos alemães na Segunda Guerra, das palavras em Navajo usadas pelos norte-americanos. Criptografia quântica. O capítulo incompleto.

Jonas deixa seu cubo na pequena mesa. Olha para a calçada a sua frente e vê um segurança.

O segurança está lá, de pé. Posição padrão. Cara séria, como a dos guardas da Inglaterra. Aqueles homens que vestem vermelho, chapéus de pelo negro. Jonas está sentado em um café que fica a uns 20 passos de distância da sua casa. Ele foge. Foge na imaginação. Foge no cheiro do café. Foge na fumaça do cigarro, no barulho do brinquedo dos anos 80. Embaralhado. Para resolver um cubo, antes é preciso bagunçá-lo. E de repente, ele pausa.

Aprecia a rua. Sua.